Justiça condena IURD a pagar indenização à fiel

Segundo o site Metrópoles Justiça concedeu ação favorável a fiel que denunciou “coação moral” feita por lideranças da IURD.

Sobre o processo, segundo o site Metrópoles, a fiel L.P.A. alega ter frequentado a Igreja Universal por mais de 10 anos. A busca por amparo religioso começou porque ela queria auxílio para “ver seu filho livre da dependência química”.

A mulher alegou que não viu nenhuma mudança no comportamento de seu filho. Ao ir buscar orientação com os pastores, ela conta que eles diziam que se ela parasse de pagar o dízimo, ou saísse da igreja, “o mal teria acesso livre para atuar em sua vida”, de acordo com petição assinada pelos advogados Alessandro de Azevedo e Roberta de Carvalho, que representam a fiel e que o site Metrópoles teve acesso.

“Movida por um estado de medo e pânico absoluto, intensificou as contribuições, passando a doar bens móveis e a adquirir empréstimos com bancos a fim de doar à instituição”, alegaram os advogados à Justiça.

A mulher relata que as “coações morais eram tão intensas” ao ponto de os pastores exibirem nos cultos pessoas que supostamente estavam possuídas “por espíritos malignos”. “Faziam ameaças a todos que não contribuíssem com o dízimo e votos [contribuições em dinheiro]”, diz a fiel no processo.

Segundo a matéria do site, a fiel disse que era prática comum, na igreja, a exibição de vídeos nos quais eram narrados supostos casos de ex-fiéis que tiveram “mortes trágicas” depois de terem abandonado a Igreja Universal.

A fiel ainda diz ter contraído diversos empréstimos e doado mais de R$ 300 mil em espécie, para continuar com o pagamento dos dízimos. Mas ela só exigiu a devolução dos pagamentos que foram feitos por transferências bancárias e que somam cerca de R$ 58 mil, no processo. Foram anexados no processo, comprovantes bancários das transferências para as contas da Igreja Universal.
Foram intesificados os pagamentos de dízimo, depois que a fiel procurou ajuda dos pastores e relatou que estava com “a visão comprometida e fortes dores de cabeça”. De acordo com a mesma, os pastores a fizeram acreditar que com o pagamento de dízimo “lhe traria a cura”.

A fiel ainda afirma que essa “falsa cura” fez com que demorasse a procurar atendimento médico, o que provocou agravamento de um tumor cerebral, “que cresceu rapidamente sem o devido tratamento” e era a verdadeira causa de suas fortes dores de cabeça e de sua visão comprometida, diz o site Metrópoles.

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Somente em 2018 a fiel se afastou da Igreja Universal, pois, segundo alega, estava “cansada de falsas promessas”. A IURD ao ser questionada pelo site Metrópoles, disse que irá recorrer da condenação.

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Depois de colocar autores da IURD como autores de Gênesis, como Stephanie Ribeiro e Raphaela Castro, a Record parece mesmo disposta a dar uma chance aos evangélicos de ganharem espaço na TV, fazendo uma dramaturgia 100% cristã. E pelo que informa o site NaTelinha, a Record vai parar de colocar apenas nos bastidores, e irá colocar em posição de destaque. A emissora, que é ligada a Igreja Universal do Reino de Deus irá colocar evangélicos, membros de sua igreja para atuar em suas próximas novelas, veja como:

A IURD já possui diversos grupos de teatro amador espalhados por suas igrejas no Brasil. E, assim, pretende ampliar os investimentos nesses grupos evangélicos para que quem quiser seguir carreira profissional seja dado um apoio, para atuar em suas próximas novelas. Vai ser uma tarefa difícil, mas a Record parece disposta a aceitar o desafio. Até porque, as caras mais novas no elenco devem custar menos que contratar atores já renomados para os papeis.

A Record quer fazer uma espécie de Escola de Atores Wolf Maya, mas com os membros evangélicos de sua igreja, que bancará o projeto. Nesse grupo seriam feitas aulas de interpretação, mesmo com professores não evangélicos, para se profissionalizar como atores e atrizes. A emissora e a igreja buscam a forma jurídica para que o curso entregue até a DRT, que é a carteira profissional de ator.

É um projeto ousado por parte da Record, mas que ela pretende levar a frente, não só para dar mais oportunidades de emprego para seus membros evangélicos, mas também para ‘evangelizar o Brasil’ através disso, e algumas tramas podem mostrar inclusive como os cristãos vivem no Brasil. Esse curso deve entrar em prática a partir de 2022, e a Record já espera ainda nesse ano usar os que mais se destacarem em suas próximas produções.

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