Nazismo em Vitória: Record cancela reprise após críticas

Suástica em tatuagem de Paulão, em Vitória

Não foi dessa vez que a Record emplacou uma reprise de Vitória. Mais uma vez, a emissora decidiu cancelar a novela devido a temas sensíveis abordados estarem em evidência na atualidade. Em 2019, dias antes do início da reprise, houve o Massacre de Suzano, e a emissora achou de mal gosto exibir a trama, adiando para um futuro próximo. Porém, o obstáculo agora foi o nazismo na trama.

Na última segunda, a novela apareceu com data marcada para 22 de fevereiro no site comercial da emissora, e todos achavam que dessa vez viria. Porém, recentemente houve um caso envolvendo nazismo, com um youtuber defendendo publicamente a existência de um partido nazista no Brasil.

Então, com o anúncio da reprise de Vitória, o elenco se constrangeu, e achou de mal gosto a emissora reprisar a novela. Marcos Pitombo, um dos atores do núcleo nazista da novela se pronunciou sobre: “Reproduzíamos um discurso de ódio em que, claro, ninguém do elenco acreditava. O pior é que recebíamos mensagens de apoio de parte do público”.

Na novela, o ator interpretava Paulão. Ele era o braço direito de Priscila (Juliana Silveira), no núcleo ainda tinham como integrantes Bárbara (Liége Muller) e Enzo (Raphael Montagner). Juntos, o grupo agredia homossexuais, negros, índios e nordestinos, além de armar atentados terroristas apenas por ódio.

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Com tanta repercussão negativa, a emissora decidiu cancelar a reprise e escalou uma re-reprise, Chamas da Vida. Grande sucesso da emissora em 2008, e da mesma autora de Vitória. É a segunda vez que a trama é reprisada à tarde, sendo a primeira vez em 2015, fechando com 4,83 de média.

Cariocão rompe com Flow após apologia nazista de Monark

Após defender a existência de um partido nazista durante um podcast do Flow, Monark segue afundando ainda mais sua carreira. Durante uma conversa com os deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP), o youtuber falou besteira. E mesmo após ter demitido Monark do podcast e perder milhares de seguidores, o Flow segue perdendo influência. E agora, perdeu um de seus maiores contratos, o Cariocão.

Por meio perfil oficial do Cariocão nas redes sociais, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) informou que estava rompendo o contrato com o Flow Sport Club. Quadro do Flow Podcast, dedicado a Futebol. Veja o comunicado na íntegra:

“A FFERJ, defensora da igualdade, do respeito e contrária a qualquer tipo de preconceito, anuncia o rompimento do contrato com o Estúdios Flow, responsável pelo podcast Flow Sport Club que transmitia jogos do Campeonato Carioca de 2022, por apologia ao nazismo, regime cujos crimes contra a humanidade até os dias de hoje causam horror a qualquer um que preze pela vida”, anunciou a federação por meio do perfil do Cariocão.

CASO MONARK

No podcast, Monark disse o seguinte: “A esquerda radical tem muito mais espaço do que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço. Eu sou mais louco que todos vocês. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido pela lei”, disse Monark, que foi refutado por Tabata. “Liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca em risco a vida do outro. O nazismo é contra a população judaica e isso coloca uma população inteira em risco”, afirmou.

Editor Dabeme J.L:

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